BRASIL, Sudeste, SANTO ANDRE, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Música, Automóveis, viajar, meus amigos, não bebo, não fumo
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Duplo Sentido

Oi?

Rindo a toa



Escrito por Canassa às 16h58
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Versões Distintas

Como a imprensa iria noticiar a história da Branca de Neve?

- JORNAL NACIONAL: Boa noite. Uma mulher comeu uma maçã envenenada por uma bruxa na noite de ontem, mas a atuação de um homem evitou uma tragédia.

- PROGRAMA DA HEBE: Que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi salva por um príncipe, não é mesmo?

- BRASIL URGENTE: Onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? A menina estava em casa quando foi abordada por uma bruxa! Não tem segurança pública! Não tem segurança pública! E foi envenenada... Uma bruxa, uma bruxa velha e safada. Põe na tela! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de bruxa, não tenho medo de bruxa, não.

- REVISTA VEJA: Lula sabia das intenções da bruxa.

- REVISTA CLÁUDIA: Como encontrar seu príncipe sem se deixar enganar pelas bruxas no caminho.

- FOLHA DE S. PAULO: Na matéria, box com uma horta explicando como se faz o cultivo da fruta e um imenso infográfico, mostrando como Branca de Neve foi envenenada, e depois salva pelo príncipe.

- O ESTADO DE S. PAULO: Bruxa que envenenou Branca de Neve seria filiada ao PT.

- O GLOBO: Petrobrás apóia ONG do príncipe que salvou menor de idade carente.

- ZERO HORA: Avó de Branca de Neve nasceu no RS.

- AGORA: Envenenamento e tragédia na floresta.

- REVISTA CARAS: Na banheira de hidromassagem, ao lado de seu príncipe, Branca de Neve fala à CARAS: 'Até ser envenenada,eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa'

- PLAYBOY: Veja o que só o príncipe encantado viu...

- REVISTA ISTO É: Gravações revelam que bruxa foi assessora de político influente.

- G MAGAZINE: Príncipe mostra seu cavalo.

- SUPER INTERESSANTE: Maçã envenenada. Mito ou verdade?



Escrito por Canassa às 14h34
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TODO MUNDO NO RITMO!!!!!!

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Êêê, Macarena! Ai!



Escrito por Canassa às 16h55
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Por uma vida menos ordinária

Esses dias eu conheci um mocinho na balada. Muito educado, gracinha, engenheiro. A aproximação dele aconteceu de forma direta e gentil, muito bem orientada. Desde o início ele sabia o que queria e exalava a confiança (talvez proveniente da extrema beleza) de que podia qualquer coisa que quisesse... Alguns minutos conversando comigo, ele tentou um beijo. Não dei.

Não sei dizer ao certo porque sequer troquei telefone com ele. Talvez -- apesar do meu desejo -- eu tenha usado aquela situação pra refletir e perceber que o discurso feminista que a gente sustenta tanto, aquele mesmo da independência e iniciativa feminina, pode gerar o efeito contrário muitas vezes.

A gente estava tendo uma conversa deliciosa... Mas quando o amigo chegou com seu olhar de reprovação vc-tá-nessa-ainda e o moço se deu conta que havia passado 30, 40 minutos conversando apenas comigo em uma boate lotada de gente (leia-se muitas possibilidades) retraiu-se.

Por que contar essa história? Porque eu acho que toda mulher merece um cara que gaste mais de 40 minutos, insistindo, conhecendo e se deixando conhecer antes de tentar colocar a língua dentro da boca dela. Nada contra a filosofia do "ficar"... Mas é que hoje eu vejo que a nossa vida perdeu boa parte do romance. E da corte, do flerte, da conquista, da sedução... As relações são quase todas fast-foods, e a gente tem tanta fome de viver, que vai atropelando fases e vai atropelando tudo. E mata -- sem se dar conta -- o tempo necessário pra perceber se aquela história podia ser mais... Se o cara era legal, ou você era legal... vai saber.

 

Por que simplesmente não beijar o cara quando estiver com vontade? Por que relutar em atender a cada desejo e necessidade nossa (inclusive sexual) no instante mesmo em que elas aparecem? Afinal, não somos mulheres modernas? Respondo.

 

 

Fazer um almoço completo, com uma salada gostosa, uma massa com molhos, temperos e a proteína escolhida, pode dar o trabalho de ir pegar os tomates frescos na feira, marinar o peixe, lavar as folhas, misturar condimentos, mas traz uma experiência e um sabor que não podem ser comparados ao de passar no drive-thru daquela loja de sanduíches e ingerir em dois minutos o cheeseburguer com bacon.

 

Eu não quero beijos fast-food, não quero sexo fast-food. O cheeseburguer pode ter lá o seu espaço e o seu charme, mas é barato, gorduroso, faz mal pro coração e deixa a gente se sentindo feia e inchada no dia seguinte. Como nós, os homens também querem ser sacudidos até perderem o juízo, também querem se sentir vivos. Também querem se apaixonar e -- por mais que neguem -- encontrar aquela que enlouquecerá suas cabeças. Me chamem de quadrada, mas eu não acho que vai ser a moça cuja língua ele conheceu antes mesmo de dar oi. A mesma moça que depois, em casa, vai ficar se perguntando porque histórias incríveis só acontecem no cinema.

 

(Ao moço dos olhos azuis que conheci numa noite de sexta em janeiro naquela balada latina, saiba... eu teria dado o meu telefone a você.)



Escrito por Canassa às 14h01
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Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar....
Eu acredito em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou.
(M. de Queiroz)


Roubei porque parece meu.


Escrito por Canassa às 13h43
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